she's a mess of gorgeous chaos, and you can see it in her eyes

insomnia
enter my world | haven | soulful people

21.6.13

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Eu não estou doente e eu não tenho um problema, eu sou só uma alma perdida que teve o azar de nascer em mim. Eu sou azar, é isso, eu sou azar. Eu sou azar e eu tenho azar, portanto eu tenho-me, mas eu não me tenho, portanto eu não sou azar... eu devo ser uma coisa muito pior que o azar; porque o azar tem um antónimo bom, e eu sou impossível de contrapor. Eu não preciso de um psicólogo, eu só preciso de uma janela. Eu preciso de respirar e de ver como a cidade afinal é má, e nem tudo é bom, nem tudo é melhor que eu. Não, tudo é melhor que tu, apenas deve haver coisas a que o mal não faça tão mal. E eu afogo-me em pensamentos, queimo-me em lágrimas e corto-me em memórias; porque tudo é nada e eu sou nada, e eu sou tudo... de mal. Não digam que não se não sabem do que estão a falar, porque palavras boas não ajudam, e eu não preciso de ajuda. Eu sou apenas alguém que não sabe o caminho de volta para casa, nem quer saber, porque perder-se para sempre seria uma ideia mirabolante. Mas como, se eu tenho pavor de estar sozinha? Mas ainda como, se eu estou sempre sozinha? Eu sou um nada, e uma merda, e uma mescla de coisas más, e tudo de mau, e a pior pessoa do mundo. Ninguém me merece e ninguém merece viver dentro de mim... nem os monstros, sequer; mas esses são os únicos que nunca me abandonam. Acompanham-me em noites de verão ainda geladas e eu insisto em dormir sem pijama. Não me deixam dormir e matam-me deixando-me viver e perceber que sou lixo que alguém guardou por pena de deitar fora.
upon myself
monsters sharks homesick