she's a mess of gorgeous chaos, and you can see it in her eyes

insomnia
enter my world | haven | soulful people
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12.9.14

I'm so fucked up inside. It's ironic, I smile so hard, and I cry so hard at the same time. I always fuck things up, always. You don't deserve it.
upon myself
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- Como estás?
(Consciência: Tu não és capaz, tu não sabes fazer nada, tu não és bonita, as pessoas não reparam em ti, tu és invisível, as pessoas não te ouvem, és ridícula, irritas as pessoas, nunca estás calada, as pessoas usam-te, és descartável, não serves para nada, és paranóica, és sempre a segunda opção, não tens um corpo bonito, toda a gente é melhor que tu, se desaparecesses ninguém ia sentir a tua falta, as pessoas falam contigo por favor, não és interessante, não cativas ninguém, ninguém tem interesse em conhecer-te, quem te conhece arrepende-se, as pessoas olham para ti de lado, falam mal de ti quando viras costas, riem-se de ti sem que te apercebas, evitam-te, não te querem, fogem de ti, escondem-se...)
- Bem.
upon myself
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Não sei o que quero. Mas alguma vez soube? Não quero nada. Só quero que me deixem, não têm de se preocupar comigo, eu não sou nada de importante para se preocuparem. Quando eu não estiver bem, eu vou dizer que estou, e vai ser preciso muito para realmente contar a verdade, por isso não precisam de insistir. Não confio em toda a gente, aliás, não confio em ninguém. Escondo isso tão bem, não é? Pois é, eu não confio em ninguém e são poucas as pessoas que me conhecem. Já as que pensam que me sabem de cor... são muitas, mas gosto de as deixar com esse pensamento. 
upon myself

13.9.13

(4) Tumblr

Foram dias em que pensava em tudo menos em ser-me; tentativas de deixar de me ser pairavam na minha cabeça e sentia-as a pedir-me o fim. Segundos de vontade incontrolável tornaram-no perto mas, como sempre, monstros mais penosos deixaram que não o fizesse. Para quê pedir-me o que quero dar-vos, se mo vão negar quando estiver a estender-vos a mão? 
A noite seca-me, não era suposto, e mata-me por dentro. Podia cortar-me nos pedaços de mim que a cada dia se desmoronam mais. Faço-o, mas não dói. Já nada dói e começa a doer-me que nada doa. Há noites como esta em que consigo perguntar-me que caminho tomei até chegar aqui. Perdi-lhe o rasto, e se quiser voltar atrás, não haverá volta a dar. Estranho é nunca ter tentado. O que cai num buraco negro nunca mais de lá sai, e janelas vazias começam a tornar-se parapeitos de amores perdidos e de mentes sujas. Corações negros, almas perdidas. 
Sou um outono que não cessa de perder folhas, e não se cansa de as contar caídas. Serei um inverno com flocos de neve gelados no coração, serei um inverno que nunca quererá ser verão. Cicatrizes que nunca cicatrizarão percorrem-me o corpo e a mente, e nunca ninguém haverá de entender. Sinto-me a afogar, e certamente não vou conseguir flutuar. 
upon myself

20.8.13

Untitled

E é bonito, isto de fingir que são hospícios, as pessoas. Logo a seguir bate uma racionalidade de quem nunca vai encontrar vivalma que se torne asilo por mim, por fim, só porque sim. Raios de sol vão nascendo como que nostalgia por entre os estores, e amores que deixei vão morrendo no meio de incensos findos. Vida que já não é vivida sabe bem por entre o trago de café sem açúcar - como sempre - que vai passando por mim e me deixa réstias de esperança no amor. Isto de fazer do café amor vai ter de acabar. 
Enquanto que penso que nunca irei sair do buraco negro, faço amor com as palavras e a minha escuridão torna-se melodia no papel, para que nunca se desligue o botão dos corpos humedecidos pelo calor - e pelo já derretido gelo das almas que se deixam morrer por aí. É tão belo saber que há amor na morte, e que ainda há quem morra de amor. Belo no sentido mais sádico da existência que venera a morte, como que alguém que viaja no comboio da meia-noite e que, distraída - ou instruída - se esqueceu de comprar o bilhete de retorno. Há vidas que merecem ser vividas a todos os segundos, e segundos que não merecem segundos nadas. A minha é uma segunda, e segunda opção torno-me, sem segundas oportunidades em segundos contados. 
Gostava de me ser todos os dias, e gostava que gostassem do que sou; do que sou realmente, e não do que me faço por ser, para que fiquem só por mais uns instantes. Amanhã vamos acordar - isto, se chegarmos a adormecer - e veremos o mundo certamente com outros olhos; ou de olhos fechados, quem sabe. Porque o mundo é belo e a escuridão somos nós, corpos destruídos pela brisa de almas cortantes e escondidas nas gavetas do suicídio. Um dia, digo eu. Um dia, talvez. O que as pessoas não sabem é que respiro a sério e inspiro, suspirando por um dia em que deixe de respirar - e que comece a amar e a receber troco. 
upon myself

15.8.13

até a alice acordou


As pessoas acham que monstros são coisas da nossa cabeça; mas não são, não todos. Os meus monstros são reais, existem e estão mais perto do que eu imagino. Vivem em minha casa, na rua em que passo todas as tardes, e dormem na cama onde passo a maior parte das manhãs a querer que o dia se alongue e - ao mesmo tempo - que acabe ali mesmo. Sou um paradoxo inexistencial porque sou inexistência ao rubro no auge das existências mais paradoxais e até paranormais. Sou o elixir do caos, e sem querer, sem saber, mato-me aos bocados. Sem querer, disse eu. Talvez não. Sou o caos em pessoa, e tenho hospícios nos sub-mundos. Tenho mundos dentro de mim e talvez nunca ninguém vá entrar neles todos; se calhar nunca ninguém vai ter a chave deles. Pedir-me a chave é como pedir a morte à vida. Ela nunca ta vai dar, com medo que gostes, mas que te percas. Existir tornou-se monótono porque talvez já não haja esperança no mundo. Buracos negros são a minha salvação - penso, enquanto tento fugir dos demónios que querem pernoitar comigo -, mas depois lembro-me: 
até a Alice acordou.
upon myself

6.7.13

anime | via Tumblr

Apercebi-me que não preciso de nada, por agora. Saber que, se deixasse, as coisas iriam entrar por caminhos que eu odeio, fez-me pensar. Cheguei à conclusão de que tenho os meus valores moldados e as ideias demasiado fixas, mesmo que às vezes vacilem. É-me difícil saber o que quero, mas sei perfeitamente o que não quero, e quanto mais olho para os outros, maior é a lista de coisas a nunca fazer. Eu nunca iria ter paciência para viver uma relação que fosse baseada no básico, todos os dias, uma rotina. Não iria porque essa não seria eu, e o que eu mais quero é conseguir ser-me. Para eu conseguir render-me, teria de encontrar uma pessoa que realmente me desse prazer de ler, de devorar e de compreender, alguém com quem me imaginasse a viver para sempre sem me cansar, e não alguém que me fizesse viver clichés. Quando alguém é realmente o meu alguém, eu não sinto só borboletas na barriga, os meus joelhos não flectem, as minhas mãos não tremem... ou se isso eventualmente acontecer, não são os sinais mais concretos de que encontrei alguém. Eu nunca tive uma relação diferente, nunca tive um amor como quero - nem sei como o quero -, nunca houve ninguém que despertasse o melhor de mim, ou pelo menos que soubesse que o fazia, ou que o fizesse com intenção; por isso é complicado conseguir dizer o que o amor desperta em mim, porque o amor nunca me despertou. Apenas tenho a certeza que chamar-me de princesa ou beijar-me no primeiro encontro não iria fazer com que quisesse partilhar monstros com alguém.
upon myself

21.6.13

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Eu não estou doente e eu não tenho um problema, eu sou só uma alma perdida que teve o azar de nascer em mim. Eu sou azar, é isso, eu sou azar. Eu sou azar e eu tenho azar, portanto eu tenho-me, mas eu não me tenho, portanto eu não sou azar... eu devo ser uma coisa muito pior que o azar; porque o azar tem um antónimo bom, e eu sou impossível de contrapor. Eu não preciso de um psicólogo, eu só preciso de uma janela. Eu preciso de respirar e de ver como a cidade afinal é má, e nem tudo é bom, nem tudo é melhor que eu. Não, tudo é melhor que tu, apenas deve haver coisas a que o mal não faça tão mal. E eu afogo-me em pensamentos, queimo-me em lágrimas e corto-me em memórias; porque tudo é nada e eu sou nada, e eu sou tudo... de mal. Não digam que não se não sabem do que estão a falar, porque palavras boas não ajudam, e eu não preciso de ajuda. Eu sou apenas alguém que não sabe o caminho de volta para casa, nem quer saber, porque perder-se para sempre seria uma ideia mirabolante. Mas como, se eu tenho pavor de estar sozinha? Mas ainda como, se eu estou sempre sozinha? Eu sou um nada, e uma merda, e uma mescla de coisas más, e tudo de mau, e a pior pessoa do mundo. Ninguém me merece e ninguém merece viver dentro de mim... nem os monstros, sequer; mas esses são os únicos que nunca me abandonam. Acompanham-me em noites de verão ainda geladas e eu insisto em dormir sem pijama. Não me deixam dormir e matam-me deixando-me viver e perceber que sou lixo que alguém guardou por pena de deitar fora.
upon myself

20.6.13

i don't want to be so messed up

drugs | via Tumblr

I'm sorry. I have a terrible past and now i blame everyone for someone else's mistakes. I'm dead inside and i don't know how to connect with other people. Last year someone killed me, and now i may seem dramatic, but only me can tell what's going on. My mind is a very dark place and i don't want anyone to live there with me. My head is full of monsters that keep me awake everynight and don't let me fall asleep. I have insomnias and people think that's just because i'm addicted to the internet, but it's not; it's because the monsters in my head don't let me go to bed. And they try to kill me everynight. I'm sorry i'm such a fuck up, i fuck everything up, i'm messed and ruined. I'm sorry... it's all my fault. I'm sorry i can't love anyone neither believe someone loves me; because nobody does. I'm sorry... i'm sorry i'm a mess.
upon myself

17.6.13

Gritos de dor ecoam dentro da minha cabeça e permitem-me que me odeie ainda mais, porque cá em casa somos duas, mas em casa somos milhões; milhões de monstros e eu, monstros que me odeiam e que sorriem a cada gota de sangue. Cada corte é uma alegria e as pernas fraquejantes são um hino de quase vitória para estas criaturas que coabitam comigo - coabitam começa a tornar-se apenas expressão, porque eles são mais de lá do que eu de cá - e não me deixam dormir; não me deixam viver. Se porventura as luzes da esperança se apagassem e os olhos deixassem de ver o fundo do túnel, estes monstros iriam dar por vencida a batalha, e partiriam para uma outra alma; seria uma hipótese a considerar se não tivesse onde me agarrar. Não pareço ter, mas o fingimento é a melhor arma; letal e temporária, mas hei-de nascer luz um dia, de novo, para sempre.
upon myself

16.6.13

Guardo em mim coisas que se fugissem nunca mais encontrariam o caminho de volta, deixo sonhos voar por cima da minha cabeça enquanto durmo, como que um móbile para bebés; sem música e a preto e branco, tal como tudo que comigo se relacione. Nunca percebi se o problema era meu ou da minha cabeça, mas acho que cheguei à conclusão de que tudo o que se passar na minha cabeça, passar-se-á comigo em dobro e nunca daqui conseguirei sair. Sendo que daqui falo da minha mente, e mente essa que não desejo nem uma noite com o meu pior inimigo aqui dentro. Nunca ninguém aguentaria, e talvez seja por isso que eu sou um extraterrestre. Mas os extraterrestres têm saudades de casa - "e.t. phone home" - e eu não sei mais ao que chamar casa.
upon myself

9.5.13

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Está tudo a cair aos bocadinhos. As amizades fortes de antigamente perderam a força, os amores nunca foram amores e eu só tento nem me lembrar de ti. A única coisa que me faz ter esperança é as memórias dos tempos em que via todas as semanas a pessoa que melhor me faz. Oito meses passaram desde a última vez que a vi, e custa. Ninguém consegue entender o quanto dói ter de aguentar tudo contra mim sem nada a que me agarrar. Ninguém sabe, e eu não faço questão que saibam, sequer. A esperança no dia de sábado faz-me acordar a sorrir, mas deitar a chorar por sonhar e idealizar aquilo que os monstros na minha cabeça teimam em dizer que não vai acontecer. Porque estes monstros nunca me abandonam, ao contrário de todos à minha volta. Deixam-me nas alturas em que estou mais vulnerável, substituem-me. Mas depois as amizades de conveniência fracassam e voltam para mim. Aí eu já não estou de braços abertos e as pessoas entendem que não podem brincar com o meu coração, mas entendem tarde. E sozinha fico eu, elas nunca. Sempre foi assim, um dia espero que deixe de ser e que tudo se encarregue de ficar bem para o meu lado, e que se faça justiça com quem nunca me foi justo.
upon myself

4.4.13

Eu sou uma merda, uma grande merda. E podem dizer que estou a dramatizar, eu sei o que sinto e é normal que ninguém consiga perceber. A minha cabeça é o pior sítio do mundo para se estar, e eu não aguento mais um dia com os meus pensamentos. Eu não gosto de mim, é impossível, e ainda é mais impossível alguém gostar. Não dá, esgotei tudo hoje. Eu estava bem, eu hoje consegui sorrir a sério. Juro que sim, mas não dá, não dá mais, sou uma merda e é isto que tenho para dizer.
upon myself

8.1.13

i hate my body
i hate my scars
i'm so broken, 
broken as i've never been.

don't ask me why, 
don't try to fix me.
only me can do it,
just stay here and don't judge.

i need someone
someone as lost as me,
someone like you,
something like us.
upon myself

2.1.13

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Os dias são frios e eu insisto em enfrentar o ar gélido que passa por mim e penetra no meu corpo. As nuvens são cerradas e ameaçam a chuva, e nem mil cobertores amparariam os ventos dentro de mim. Um novo ciclo começou e eu sei que devo começar com ele. O ar vai continuar pesado, e eu vou continuar leve para poder levantar voo com o vento que insiste em perseguir-me. Vou deixar-me conduzir por ele, talvez até uma floresta escura em que me perca de novo ou, quem sabe, até algum jardim em que o ar seja puro e que eu respire sem dor, como já não faço há muito tempo. Dar-me-ei as boas vindas quando sentir que o respirar começa a doer menos.
upon myself

29.11.12

Não vales nada. A sério.
upon myself

23.11.12

today i feel fat, i feel ugly, i feel down. nobody fixes me. my body is not like i want. i just hope tomorrow will be better. i need to be better. please.
upon myself

5.8.12

Maybe i'm in love. Maybe i'm insane. Maybe i'm just a lonely girl who's afraid of being alone all the time. Maybe i need you. Maybe i love you. Maybe you don't care about me... or maybe you do.
upon myself

29.7.12

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Voltei ao mesmo de sempre. O ar é pesado por cima de mim, e forçar um sorriso dói tanto como forçar o coração a não amar alguém. Não sirvo para ser amada, não sei lidar comigo e não posso pedir para o fazerem por mim. A vida ainda não sorriu para mim, e temo que não o faça em breve. Tenho medo de acordar e saber que vou continuar assim muito tempo. Basicamente tenho medo de mim, porque não está nas minhas mãos solucionar o buraco na minha alma. Não sei... não sei, sinceramente. Eu não existo e não consigo estar aqui sem pensar que não vou estar bem amanhã. Porque não vou... porque não consigo. Porque se calhar estou sozinha rodeada de gente que está comigo. E essa é só a pior maneira de estar sozinha.
upon myself

26.7.12

Há um monstro que se esconde e só volta pela noite. Sabe que me pode atacar como quiser, porque sozinha no escuro sou vulnerável. Esconde-se na minha cabeça e comanda em mim. Há muito tempo que não o via, possivelmente estava camuflado no meio dos tantos monstros que me visitaram estas noites. Mas hoje veio sozinho, e a palavra de ordem agora é: esconder. Esconder-me a mim e esconder os estragos deixados pelo pequeno monstro. Ninguém nota, porque eu sou boa a esconder-me. Mesmo quando não quero. A minha vida andou a voar por mim, e eu só quero que ela pouse e nunca mais levante. Pequeno monstro, rouba as asas à vida e voa para longe de mim, por favor.
upon myself
sharks homesick
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