she's a mess of gorgeous chaos, and you can see it in her eyes

insomnia
enter my world | haven | soulful people

15.8.13

até a alice acordou


As pessoas acham que monstros são coisas da nossa cabeça; mas não são, não todos. Os meus monstros são reais, existem e estão mais perto do que eu imagino. Vivem em minha casa, na rua em que passo todas as tardes, e dormem na cama onde passo a maior parte das manhãs a querer que o dia se alongue e - ao mesmo tempo - que acabe ali mesmo. Sou um paradoxo inexistencial porque sou inexistência ao rubro no auge das existências mais paradoxais e até paranormais. Sou o elixir do caos, e sem querer, sem saber, mato-me aos bocados. Sem querer, disse eu. Talvez não. Sou o caos em pessoa, e tenho hospícios nos sub-mundos. Tenho mundos dentro de mim e talvez nunca ninguém vá entrar neles todos; se calhar nunca ninguém vai ter a chave deles. Pedir-me a chave é como pedir a morte à vida. Ela nunca ta vai dar, com medo que gostes, mas que te percas. Existir tornou-se monótono porque talvez já não haja esperança no mundo. Buracos negros são a minha salvação - penso, enquanto tento fugir dos demónios que querem pernoitar comigo -, mas depois lembro-me: 
até a Alice acordou.
upon myself
monsters sharks homesick