she's a mess of gorgeous chaos, and you can see it in her eyes

insomnia
enter my world | haven | soulful people

4.8.13

Depender de alguém ou fazer de alguém a minha vida sempre chocou contra os meus ideais. Sempre tive pavor a correntes, sou claustrofóbica e além disso tenho vertigens, portanto subir tão alto ao ponto de pensar que alguém vai endireitar a minha vida, é apenas estúpido. Não nego que já pensei em alguma alma que me pudesse salvar do terror da minha cabeça, ou que algum dia sonhei que tudo se ia resolver, mas a verdade é que não vai. Os problemas vão embora, para dar lugar a outros. Muda apenas o nível de jogo. Carregamos com dez quilos hoje, para aguentar uma tonelada amanhã. E aguentamos, ninguém morre de nada. As pessoas morrem de cancro, de acidentes, ou de solidão. Ninguém morre de amor, nem sequer por falta dele. As pessoas morrem por morrer, morrem porque talvez tivesse que ser, e eu que odeio clichés, estou a vomitá-los. Estar apegada a cem por cento a um amor que tem tudo para dar certo - mas que, obviamente, tem tudo para dar errado - faz-me confusão porque sempre que subo a uma ponte, sei que vou cair. Até agora sempre me aguentei, mas as hipóteses de desmoronamento enchem a minha cabeça de certezas de nada. Não tenho paciência para planos a longo prazo, mas a verdade é que os faço. Digo que não suporto coisas que, se formos a ver, eu própria faço. Eu nunca disse que me suportava, sequer. Vou acabar isto a dizer que sou uma cabra inconstante, e que aguenta-se quem quiser.
upon mind
monsters sharks homesick