she's a mess of gorgeous chaos, and you can see it in her eyes

insomnia
enter my world | haven | soulful people

6.7.13

anime | via Tumblr

Apercebi-me que não preciso de nada, por agora. Saber que, se deixasse, as coisas iriam entrar por caminhos que eu odeio, fez-me pensar. Cheguei à conclusão de que tenho os meus valores moldados e as ideias demasiado fixas, mesmo que às vezes vacilem. É-me difícil saber o que quero, mas sei perfeitamente o que não quero, e quanto mais olho para os outros, maior é a lista de coisas a nunca fazer. Eu nunca iria ter paciência para viver uma relação que fosse baseada no básico, todos os dias, uma rotina. Não iria porque essa não seria eu, e o que eu mais quero é conseguir ser-me. Para eu conseguir render-me, teria de encontrar uma pessoa que realmente me desse prazer de ler, de devorar e de compreender, alguém com quem me imaginasse a viver para sempre sem me cansar, e não alguém que me fizesse viver clichés. Quando alguém é realmente o meu alguém, eu não sinto só borboletas na barriga, os meus joelhos não flectem, as minhas mãos não tremem... ou se isso eventualmente acontecer, não são os sinais mais concretos de que encontrei alguém. Eu nunca tive uma relação diferente, nunca tive um amor como quero - nem sei como o quero -, nunca houve ninguém que despertasse o melhor de mim, ou pelo menos que soubesse que o fazia, ou que o fizesse com intenção; por isso é complicado conseguir dizer o que o amor desperta em mim, porque o amor nunca me despertou. Apenas tenho a certeza que chamar-me de princesa ou beijar-me no primeiro encontro não iria fazer com que quisesse partilhar monstros com alguém.
upon myself
monsters sharks homesick