she's a mess of gorgeous chaos, and you can see it in her eyes

insomnia
enter my world | haven | soulful people

12.9.14

Summer day
Há dias em que sair de casa é preparar-me morte lenta; gostava de ser vento que voa para onde lhe apetece e comanda a vida das pessoas. Amanhã é dia de amor e de voar mesmo para onde me apetece, porque se há ambiente onde me sinto livre, é aquele. Vivia ali e fazia deles família, dos cânticos melodia, das lágrimas bebida e do suor amor. Mas o amor é temporário e de volta a casa sinto-me só, não me sinto eu porque os dias perdem-se com o vento; e oh, como eu gostava de ser vento. 

3.11.13

É estranha a maneira como aprecio a noite e ela me odeia. Sinto os monstros a passear pela minha cabeça, um a um; e lateja, e sofre, e contorce-se e pede-me para que a mate. Não consigo, sou cobarde e tenho medo de perder o espectáculo. 
"Nada faz sentido enquanto aqui estiveres." 
E eu sei que tudo o que pedi até hoje, foi-me dado, tudo o que mereço - um nada vestido de ilusões que carrega às costas o peso das coisas más que já fiz. Eu sou apenas um monstro que pede por mais monstros, que os tem, que os merece e que não tem motivos para os querer mandar embora. Porque não matar o maior monstro de todos?
"Pede-me o mundo e sabes que dar-to-ei em pedaços."  
E foi isto, peço tudo, e pedes-me tudo, dou-te em pedaços aquilo que nunca tive. Quebro-me, corto-me, asfixio-me, quase que me mato.

13.9.13

(4) Tumblr

Foram dias em que pensava em tudo menos em ser-me; tentativas de deixar de me ser pairavam na minha cabeça e sentia-as a pedir-me o fim. Segundos de vontade incontrolável tornaram-no perto mas, como sempre, monstros mais penosos deixaram que não o fizesse. Para quê pedir-me o que quero dar-vos, se mo vão negar quando estiver a estender-vos a mão? 
A noite seca-me, não era suposto, e mata-me por dentro. Podia cortar-me nos pedaços de mim que a cada dia se desmoronam mais. Faço-o, mas não dói. Já nada dói e começa a doer-me que nada doa. Há noites como esta em que consigo perguntar-me que caminho tomei até chegar aqui. Perdi-lhe o rasto, e se quiser voltar atrás, não haverá volta a dar. Estranho é nunca ter tentado. O que cai num buraco negro nunca mais de lá sai, e janelas vazias começam a tornar-se parapeitos de amores perdidos e de mentes sujas. Corações negros, almas perdidas. 
Sou um outono que não cessa de perder folhas, e não se cansa de as contar caídas. Serei um inverno com flocos de neve gelados no coração, serei um inverno que nunca quererá ser verão. Cicatrizes que nunca cicatrizarão percorrem-me o corpo e a mente, e nunca ninguém haverá de entender. Sinto-me a afogar, e certamente não vou conseguir flutuar. 
upon myself
monsters sharks homesick
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