she's a mess of gorgeous chaos, and you can see it in her eyes

insomnia
enter my world | haven | soulful people

13.9.13

(4) Tumblr

Foram dias em que pensava em tudo menos em ser-me; tentativas de deixar de me ser pairavam na minha cabeça e sentia-as a pedir-me o fim. Segundos de vontade incontrolável tornaram-no perto mas, como sempre, monstros mais penosos deixaram que não o fizesse. Para quê pedir-me o que quero dar-vos, se mo vão negar quando estiver a estender-vos a mão? 
A noite seca-me, não era suposto, e mata-me por dentro. Podia cortar-me nos pedaços de mim que a cada dia se desmoronam mais. Faço-o, mas não dói. Já nada dói e começa a doer-me que nada doa. Há noites como esta em que consigo perguntar-me que caminho tomei até chegar aqui. Perdi-lhe o rasto, e se quiser voltar atrás, não haverá volta a dar. Estranho é nunca ter tentado. O que cai num buraco negro nunca mais de lá sai, e janelas vazias começam a tornar-se parapeitos de amores perdidos e de mentes sujas. Corações negros, almas perdidas. 
Sou um outono que não cessa de perder folhas, e não se cansa de as contar caídas. Serei um inverno com flocos de neve gelados no coração, serei um inverno que nunca quererá ser verão. Cicatrizes que nunca cicatrizarão percorrem-me o corpo e a mente, e nunca ninguém haverá de entender. Sinto-me a afogar, e certamente não vou conseguir flutuar. 
upon myself
monsters sharks homesick